Estado · Período · Pensamento · Economia · Política Externa · Parceiros · Vizinhos · Constituição
| Presidente | Linha de Pensamento | Base Econômica | Política Externa (resumo) | 3 Eventos Principais — Pol. Externa | Parceiros Comerciais | Relação c/ Vizinhos | Constituição | |
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| ⬛ REPÚBLICA DA ESPADA (1889–1894) | ||||||||
| Deodoro da Fonseca 1889–1891 Rio Grande do Sul Rep. da Espada | PositivismoMilitarismo Republicanismo autoritário; influência positivista do Exército. |
Política de Encilhamento (Rui Barbosa): expansão creditícia, emissão descontrolada de moeda, especulação financeira. Crise inflacionária intensa. | Transição do regime imperial. Reconhecimento internacional da República. Continuidade das relações com Europa e EUA. Sem grandes iniciativas autônomas. |
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Reino Unido, EUA, França (herança imperial) | Tensões com Argentina pela hegemonia platina. Relação cautelosa com Uruguai e Paraguai, ainda recuperando-se da Guerra do Paraguai. | Const. 1891 (promulgada durante seu gov.) |
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| Floriano Peixoto 1891–1894 Alagoas Rep. da Espada | PositivismoNacionalismo "Marechal de Ferro". Republicanismo intransigente, centralização, combate às forças monarquistas. |
Reversão parcial do Encilhamento. Foco na estabilidade política interna. Pouco espaço para política econômica ativa; combate à inflação herdada. | Afirmação da República contra forças internas (Revolta da Armada, Revolução Federalista). Política externa subordinada à consolidação interna. Apoio americano implícito. |
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Reino Unido, EUA (apoio político à República) | Conflito interno com gaúchos (Revolução Federalista). Fronteiras platinas estáveis. Relação tensa com Argentina que simpatizava com federalistas. | Const. 1891 | |
| 🟤 REPÚBLICA VELHA / OLIGÁRQUICA (1894–1930) | ||||||||
| Prudente de Morais 1894–1898 São Paulo Rep. Velha | Liberalismo 1º presidente civil. Liberalismo oligárquico paulista. Consolidação do regime civil contra o militarismo. |
Crise fiscal herdada do Encilhamento. Negociação da dívida externa. Início da dependência do café como eixo exportador. Ortodoxia financeira. | Barão do Rio Branco ainda não era chanceler, mas base da política externa já se firma: aproximação com EUA, resolução de litígios territoriais. Fim da Questão de Palmas/Missões. |
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Reino Unido (crédito), EUA (café), Argentina (comércio regional) | Resolução do litígio das Missões com Argentina via arbitragem americana. Relação estável com Uruguai e Paraguai. | Const. 1891 | |
| Campos Sales 1898–1902 São Paulo Rep. Velha | Liberalismo Consolidador do sistema oligárquico. Criador da "Política dos Governadores". Ortodoxia financeira. |
Funding Loan com Rothschild (1898): moratória parcial da dívida, ajuste fiscal severo, deflação, desvalorização do mil-réis. Austeridade como marca. | Política dos Governadores como base interna. Política externa ainda presidida por chanceleresanteriores a Rio Branco. Consolidação da aproximação com EUA. |
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Reino Unido (financiamento), EUA (café), Europa continental | Relações estáveis. Tensão latente com Bolívia pelo Acre (seringueiros brasileiros no território boliviano). | Const. 1891 | |
| Rodrigues Alves 1902–1906 São Paulo Rep. Velha | LiberalismoModernização Modernização urbana (reforma do Rio de Janeiro). Rio Branco como chanceler — auge da política externa. |
Boom do café. Política de valorização do café (Convênio de Taubaté, 1906). Reforma urbana do Rio: saneamento, abertura da Av. Central. Crescimento econômico. | Período áureo da diplomacia do Barão do Rio Branco. Definição definitiva das fronteiras brasileiras. "Americanismo" pragmático: aproximação estratégica com os EUA como contrapeso à Europa e à Argentina. |
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EUA (café, política), Reino Unido (capital), Argentina (rivalidade e comércio) | Solução definitiva do Acre (Bolívia). Definição de fronteiras com todos os vizinhos pelo trabalho de Rio Branco. Rivalidade cordial com Argentina. | Const. 1891 | |
| Afonso Pena 1906–1909 Minas Gerais Rep. Velha | Liberalismo Café com leite: 1ª vez de Minas na presidência. Política de desenvolvimento e imigração. |
Convênio de Taubaté em vigor (valorização do café). Investimentos em infraestrutura ferroviária. Incentivo à imigração europeia para o Sul e SP. | Continuação de Rio Branco como chanceler. Participação ativa em conferências internacionais. 2ª Conferência de Paz de Haia (1907). |
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EUA, Reino Unido, Alemanha (cresce), Argentina | Relações estáveis. Política de boa vizinhança com Argentina, Uruguai e Paraguai. | Const. 1891 | |
| Nilo Peçanha 1909–1910 Rio de Janeiro Rep. Velha | Liberalismo Assumiu com morte de Afonso Pena. Governo de transição. Criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI). |
Continuidade da política cafeeira. Governo curto sem grandes inovações econômicas. | Continuação de Rio Branco na chancelaria. Nenhuma grande iniciativa de política externa própria. |
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EUA, Reino Unido | Estáveis. Sem conflitos relevantes. | Const. 1891 | |
| Hermes da Fonseca 1910–1914 Rio Grande do Sul Rep. Velha | MilitarismoPositivismo "Política das Salvações": intervenção federal em estados para derrubar oligarquias locais. Influência militar. |
Crise do café com queda de preços internacionais. Endividamento externo. Problemas fiscais. Revolta da Chibata (1910) — questão interna. | Morte de Rio Branco (1912) — fim de uma era diplomática. Política externa perde protagonismo. Lauro Müller assume a chancelaria. |
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EUA, Reino Unido, Alemanha | Estáveis, sem grandes iniciativas. Política das Salvações gera instabilidade interna que inibe foco externo. | Const. 1891 | |
| Wenceslau Brás 1914–1918 Minas Gerais Rep. Velha | Liberalismo Governo da 1ª Guerra Mundial. Posição inicial de neutralidade, depois de beligerância ao lado dos Aliados. |
1ª Guerra impacta exportações de café. Início involuntário de industrialização por substituição de importações. Crise cambial. Diversificação forçada da economia. | Neutralidade inicial na 1ª Guerra, depois ruptura com Alemanha após afundamentos de navios brasileiros. Declaração de guerra à Alemanha (1917). Participação simbólica com envio de missão naval. |
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EUA e Aliados (guerra), Reino Unido. Alemanha: ruptura. | Estáveis. Neutralidade inicial causa tensão com Argentina (que permaneceu neutra). Participação dos Aliados diferencia o Brasil. | Const. 1891 | |
| Epitácio Pessoa 1919–1922 Paraíba Rep. Velha | Liberalismo Único nordestino da República Velha. Chegou à presidência vindo de Paris (Conferência de Paz). Obras contra as secas. |
Valorização do café. Déficit público para obras do Nordeste. Política de obras hídricas (açudes). Crise dos anos 1920 começa a se anunciar. | Participou da Conferência de Paz de Paris (1919) como chefe da delegação brasileira. Brasil integra a Liga das Nações como membro fundador. |
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EUA, Reino Unido, França (pós-guerra) | Estáveis. Brasil ganha prestígio regional com atuação em Paris. | Const. 1891 | |
| Arthur Bernardes 1922–1926 Minas Gerais Rep. Velha | Liberalismo Governo sob estado de sítio permanente. Combate ao tenentismo. Saída do Brasil da Liga das Nações. |
Crise cafeeira e pressão por valorização. Endividamento externo. Instabilidade política interna prejudica economia. Coluna Prestes (1925–27). | Saída dramática da Liga das Nações após derrota de candidatura a membro permanente do Conselho. Postura defensiva e isolacionista. |
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EUA, Reino Unido, Argentina (comércio) | Estáveis, sem iniciativas relevantes. Saída da Liga aumenta isolamento diplomático relativo. | Const. 1891 | |
| Washington Luís 1926–1930 São Paulo Rep. Velha | Liberalismo Último presidente da República Velha. "O problema do Brasil é um problema de viação." Derrubado em outubro de 1930. |
Padrão-ouro e câmbio fixo. Política ortodoxa que sacrificou a proteção ao café. Impacto da Grande Depressão de 1929: colapso do preço do café, crise cambial aguda. | Retorno ao multilateralismo após saída da Liga. Reingresso na órbita americana. Adesão ao Pacto Briand-Kellogg (comunicada em 1934, já no governo Vargas). |
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EUA, Reino Unido, Argentina | Estáveis. Crise interna domina o período; política externa secundária. | Const. 1891 | |
| 🔴 ERA VARGAS (1930–1945 / 1950–1954) | ||||||||
| Getúlio Vargas 1930–1945 Rio Grande do Sul Era Vargas | NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismo Estado forte, industrialização, trabalhismo como política de massas. Autoritarismo (Estado Novo, 1937–45). |
Ruptura com liberalismo agroexportador. ISI (Industrialização por Substituição de Importações). Criação de estatais: CSN (1941), Vale do Rio Doce (1942). CLT (1943). Intervencionismo estatal profundo. | Equidistância pragmática entre EUA e Alemanha (1930–42). "Barganha nacionalista": negociação da siderúrgica de Volta Redonda com os EUA em troca de alinhamento na 2ª Guerra. Entrada ao lado dos Aliados em 1942. |
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EUA (guerra, financiamento), Argentina (rivalidade), Reino Unido, Alemanha (até 1942) | Rivalidade histórica com Argentina (Perón x Vargas). Relação próxima com Uruguai e Paraguai como zonas de influência. Tensão com Argentina sobre hegemonia platina. | Const. 1934 Const. 1937 (Estado Novo) |
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| 🟢 DEMOCRACIA LIBERAL (1945–1964) | ||||||||
| Dutra 1946–1951 Mato Grosso Democracia | LiberalismoAnticomunismo Alinhamento automático com EUA. Cassação do PCB. Liberal conservador. Constituição de 1946. |
Liberalismo econômico inicial: abertura de importações, esgotamento das reservas acumuladas na guerra. Depois, controle cambial. Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte, Energia) — limitado. | Alinhamento automático com os EUA. Entrada na Guerra Fria do lado ocidental. Cassação do PCB e ruptura com a URSS. Participação no sistema ONU e OEA. |
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EUA (alinhamento total), Europa Ocidental | Estáveis. Brasil lidera bloco anticomunista na América do Sul junto com EUA. | Const. 1946 | |
| Getúlio Vargas 1951–1954 Rio Grande do Sul Era Vargas | NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismo Retorno pela via eleitoral. Nacionalismo econômico mais acentuado. "O petróleo é nosso." |
Criação da Petrobras (1953). Restrição ao capital estrangeiro. Desenvolvimentismo nacionalista. Criação do BNDE (1952). Aumento do salário mínimo em 100% (1954). | Política externa mais autônoma que Dutra. Resistência ao alinhamento automático. Tentativa de aproximação com Argentina (Perón). Defesa do petróleo nacional. |
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EUA (relação tensa), Argentina (aproximação tentada), países em desenvolvimento | Tentativa de aproximação com Argentina de Perón (frustrada por militares). Relações estáveis com demais vizinhos. | Const. 1946 | |
| Café Filho 1954–1955 Rio Grande do Norte Democracia | Liberalismo Vice que assumiu com suicídio de Vargas. Governo de transição. Tentativa de golpe para impedir posse de JK. |
Instrução 113 da SUMOC: abertura ao capital estrangeiro sem cobertura cambial. Liberal. Preparação para o desenvolvimentismo de JK. | Alinhamento com EUA. Sem grandes iniciativas próprias. Governo de transição com foco na estabilidade interna. |
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EUA, Europa Ocidental | Estáveis, sem iniciativas. | Const. 1946 | |
| Juscelino Kubitschek 1956–1961 Minas Gerais Democracia | Desenvolvimentismo "50 anos em 5." Nacional-desenvolvimentismo com capital estrangeiro. Construção de Brasília. Plano de Metas. |
Plano de Metas: energia, transporte, alimentação, indústrias de base, educação + Brasília. Abertura ao capital estrangeiro (indústria automobilística). Inflação crescente. BNDE como instrumento central. | Operação Pan-Americana (OPA, 1958): proposta multilateral de desenvolvimento da América Latina. Antecipação da Aliança para o Progresso. Relação próxima com EUA, mas com agenda própria. |
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EUA, Europa Ocidental, Japão (automóveis) | Iniciativa da OPA busca integração regional. Relações cordiais com vizinhos. Brasília como símbolo de projeção continental. | Const. 1946 | |
| Jânio Quadros 1961 Mato Grosso do Sul Democracia | LiberalismoNacionalismo Personalismo. Política externa independente (PEI) avant la lettre. Renúncia após 7 meses. |
Ajuste fiscal ortodoxo. Tentativa de combate à inflação e equilíbrio do balanço de pagamentos. Governo curto demais para resultados. | Política Externa Independente (PEI): aproximação com países afro-asiáticos, Cuba, URSS. Condecoração do Che Guevara. Ruptura com o alinhamento automático. Prenúncio da política de Goulart. |
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EUA (relação tensa), Cuba, URSS (abertura), países afro-asiáticos | Abertura à América Latina independente. Aproximação com Cuba pós-revolução. | Const. 1946 | |
| João Goulart (Jango) 1961–1964 Rio Grande do Sul Democracia | TrabalhismoNacionalismo Reformas de Base. Trabalhismo varguista. Derrubado pelo golpe militar de 1964. |
Reformas de Base: agrária, urbana, bancária, universitária. Lei de Remessa de Lucros. Limitação do capital estrangeiro. Inflação descontrolada. Polarização extrema. | PEI aprofundada: universalismo, não-intervenção, autodeterminação, descolonização. Aproximação com Cuba e países socialistas. Tensão máxima com EUA. |
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URSS, Cuba, países não-alinhados; tensão com EUA | Tentativa de liderança regional progressista. Cuba como referência. Tensão com Argentina militar. | Const. 1946 (parlamentarismo 1961–63) |
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| ⬜ DITADURA MILITAR (1964–1985) | ||||||||
| Castello Branco 1964–1967 Ceará Ditadura | MilitarismoLiberalismo Ala "Sorbonne" do Exército: tecnocratas. Alinhamento automático com EUA. Institucionalização do regime. |
PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo): combate à inflação via arrocho salarial, reforma fiscal, reforma bancária. Criação do FGTS, BNH, ORTN. Abertura ao capital estrangeiro. | Interdependência com os EUA. Rompimento com Cuba. Envio de tropas à República Dominicana (1965). Abandono da PEI. "Fronteiras ideológicas" substituem princípio da não-intervenção. |
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EUA (alinhamento total), Europa Ocidental, FMI | Apoio a golpes militares em países vizinhos (Doutrina de Segurança Nacional). Operação Condor em gestação. | Const. 1967 | |
| Costa e Silva 1967–1969 Rio Grande do Sul Ditadura | MilitarismoNacionalismo Ala "linha dura". AI-5 (1968). Repressão intensa. "Brasil grande potência." |
Início do "Milagre Econômico". Crescimento acelerado com abertura controlada. Infraestrutura. Delfim Netto como ministro da Fazenda. | Diplomacia da Prosperidade: desenvolvimento como prioridade da política externa. Maior autonomia em relação aos EUA do que Castello Branco. Crítica ao protecionismo dos países ricos. |
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EUA, Europa Ocidental, Japão (investimentos) | Início de maior assertividade regional. Negociações sobre Itaipu. Tensão com Argentina sobre aproveitamento hídrico do Paraná. | Const. 1967 EC 1/1969 |
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| Médici 1969–1974 Rio Grande do Sul Ditadura | MilitarismoNacionalismo Ápice da repressão (DOI-CODI, torturas). "Milagre econômico". Ufanismo: "Brasil, ame-o ou deixe-o." |
Milagre Econômico: crescimento de 10–12% ao ano (1968–73). Grandes obras (Transamazônica, Ponte Rio-Niterói). Endividamento externo crescente. Concentração de renda. | Pragmatismo responsável em gestação. Suporte a ditaduras do Cone Sul. Reconhecimento da China (em preparação). Interesse crescente no continente africano. |
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EUA, Europa Ocidental, Japão, crescente interesse na África e Oriente Médio | Apoio a ditaduras vizinhas. Atuação no Uruguai e Chile. Operação Condor em coordenação. | EC 1/1969 | |
| Geisel 1974–1979 Rio Grande do Sul Ditadura | MilitarismoNacionalismo Distensão "lenta, gradual e segura". Abertura política controlada. Chanceler Azeredo da Silveira — grande diplomacia. |
II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento): industrialização pesada, energia alternativa (Proálcool, 1975), endividamento externo acelerado para superar a crise do petróleo. Cresce a dívida. | Pragmatismo Responsável (Azeredo da Silveira): autonomia em relação aos EUA, diversificação de parceiros, reconhecimento de Angola (MPLA), abertura à África lusófona, crítica ao protecionismo do Norte. |
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Alemanha (nuclear), Japão, Oriente Médio (petróleo), África (novo), EUA (relação mais tensa) | Acordo Tripartite (Brasil-Argentina-Paraguai, 1979): resolução da disputa sobre Itaipu/Corpus. Marco de distensão com Argentina. | EC 1/1969 | |
| Figueiredo 1979–1985 Rio de Janeiro Ditadura | Militarismo Último general-presidente. Lei da Anistia (1979). Abertura democrática. Crise da dívida externa (1982). |
Recessão profunda. Crise da dívida externa (moratória mexicana em 1982 contamina o Brasil). FMI. Inflação alta. Recessão 1981–83. Fim do Milagre. | Continuidade do Pragmatismo Responsável. Aprofundamento da relação com África. Aproximação com Argentina pós-Malvinas. Declaração de Iguaçu (1985) — início do processo de integração. |
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EUA (FMI), Alemanha, Japão, África, Oriente Médio | Aproximação histórica com Argentina (pós-Malvinas). Base do Mercosul. Fim da rivalidade platina. | EC 1/1969 | |
| 🟣 NOVA REPÚBLICA (1985–presente) | ||||||||
| Sarney 1985–1990 Maranhão Nova República | Liberalismo Vice que assumiu com morte de Tancredo Neves. Constituinte de 1987–88. Plano Cruzado. Inflação crônica. |
Plano Cruzado (1986): congelamento de preços e câmbio — fracasso. Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989). Hiperinflação. Moratória da dívida (1987). Dívida externa como grande questão. | Redemocratização reforça legitimidade externa. Constituição de 1988 constitucionaliza princípios de política externa. Declaração de Iguaçu com Argentina. Fundação do Mercosul (embrião). |
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EUA, Europa, Argentina (integração), Japão | Virada histórica: reconciliação com Argentina. Fim da rivalidade platina. Base do Mercosul. | Const. 1988 | |
| Collor 1990–1992 Alagoas Nova República | Neoliberalismo 1º presidente eleito diretamente desde 1960. Abertura econômica. Impeachment por corrupção. |
Plano Collor: confisco de ativos financeiros, abertura comercial abrupta, privatizações. Fim da reserva de mercado da informática. Abertura unilateral da economia. Fracasso anti-inflacionário. | Abertura econômica e inserção no mundo globalizado. Ambiguidade em relação ao Mercosul. Rio-92 (ECO-92): Brasil como sede da Conferência do Rio sobre Meio Ambiente. |
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EUA, Europa, Argentina (Mercosul), organismos multilaterais | Mercosul como marco. Relações cordiais com vizinhos. Ênfase na integração sul-americana. | Const. 1988 | |
| Itamar Franco 1992–1995 Minas Gerais Nova República | DesenvolvimentismoModerado Vice que assumiu. Governo de transição. Plano Real. Estabilização histórica da inflação. |
Plano Real (1994): âncora cambial, URV, estabilização histórica. FHC como ministro da Fazenda. Fim da hiperinflação. Reforma monetária mais bem-sucedida do Brasil. | Proposta da ALCSA (Área de Livre Comércio Sul-Americana, 1993): precursora da IIRSA e UNASUL. Retomada da credibilidade internacional com a estabilização. |
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EUA, Argentina, Europa, organismos multilaterais | ALCSA como visão de integração sul-americana. Relações muito estáveis. | Const. 1988 | |
| FHC 1995–2003 São Paulo Nova República | Social-Liberalismo Sociólogo. Reformas estruturais (privatizações, Lei de Responsabilidade Fiscal). Estabilidade com âncora cambial. Crise cambial 1999. |
Plano Real consolidado. Privatizações: Telebrás, Vale, bancos estaduais. Lei de Responsabilidade Fiscal (2000). Crise cambial (1999): desvalorização e mudança para câmbio flutuante. Tripé macroeconômico: metas de inflação, câmbio flutuante, superávit primário. | Autonomia pela participação e pelo compromisso. Brasil como global trader. Ativismo em regimes multilaterais (OMC, desarmamento, meio ambiente). Resistência à ALCA. Ampliação do Mercosul. |
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EUA (tensão sobre ALCA), UE (parceria), Argentina, organismos multilaterais (OMC, ONU) | Mercosul como prioridade. Crise Argentina (2001) como grande teste. Proposta de Comunidade Sul-Americana de Nações. | Const. 1988 | |
| Lula I e II 2003–2011 Pernambuco Nova República | TrabalhismoDesenvolvimentismo PT. Boom das commodities. Bolsa Família. Redução da desigualdade. "Autonomia pela diversificação." |
Manutenção do tripé macroeconômico. Boom das commodities (soja, minério). Políticas sociais (Bolsa Família, PAC). Crescimento com distribuição de renda. Pré-sal (2007). Crescimento de 7,5% em 2010. | Autonomia pela diversificação (Celso Amorim / Samuel Pinheiro Guimarães): Sul-Sul, BRICS, IBAS, G-20 comercial, resistência à ALCA, UNASUL, mediação no Oriente Médio (Iran-Turquia, 2010). |
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China (torna-se 1º parceiro), EUA, UE, Argentina, países africanos, Oriente Médio | UNASUL como marco de integração. Mediação de crises regionais (Bolívia, Equador). Relação próxima com Venezuela de Chávez e Argentina de Kirchner. | Const. 1988 | |
| Dilma I e II 2011–2016 Minas Gerais Nova República | Novo Desenvolvimentismo PT. 1ª presidenta mulher. Expansão fiscal. Desaceleração econômica. Impeachment (2016). |
Nova Matriz Econômica: desonerações, crédito subsidiado, intervencionismo. Fracasso: inflação, recessão, Lava Jato. Queda do PIB. Crise fiscal aguda. | Continuidade do ativismo Sul-Sul, mas com menor dinamismo. Crise econômica interna retrai a política externa. Espionagem americana (NSA, 2013): reação de Dilma — discurso na ONU e cancelamento de visita a Obama. |
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China (1º parceiro comercial consolidado), EUA, UE, Argentina, Mercosul | Mercosul com menor dinamismo. Crise Venezuela aumenta. UNASUL ainda ativa. | Const. 1988 | |
| Temer 2016–2019 São Paulo Nova República | Neoliberalismo PMDB. Vice que assumiu. Reforma trabalhista, teto de gastos (EC 95). Ajuste fiscal duro. |
EC 95 (Teto de Gastos): limite constitucional de 20 anos para gastos públicos. Reforma trabalhista (2017). Ajuste fiscal. Retomada lenta do crescimento. Privatizações. | Retração do ativismo externo. Retorno ao alinhamento ocidental. Menor protagonismo no Sul Global. Foco na credibilidade econômica internacional. |
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EUA, UE, China (comércio), Argentina | Postura mais crítica à Venezuela. Mercosul com menos protagonismo. Retorno à agenda ocidental. | Const. 1988 | |
| Bolsonaro 2019–2022 Rio de Janeiro Nova República | NeoliberalismoConservadorismo Ultradireita. Paulo Guedes (Chicago Boys). Alinhamento com Trump. Anticomunismo. Negacionismo climático. |
Paulo Guedes: privatizações, reforma da Previdência (2019), abertura comercial, câmbio flutuante, autonomia do Banco Central. Pandemia (2020): recessão e gastos emergenciais. Inflação pós-pandemia. | Alinhamento ideológico com Trump. Hostilidade à China (contradição com pauta comercial). Negacionismo climático: conflito com UE. Saída de organismos multilaterais (Pacto Global de Migração). Crise com vizinhos progressistas. |
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China (1º parceiro apesar da retórica), EUA (Trump), Israel, países árabes | Hostilidade aberta a governos progressistas (Argentina, Venezuela, Bolívia). Crise com Alberto Fernández. Aproximação com Paraguai e Uruguai conservadores. | Const. 1988 | |
| Lula III 2023–presente Pernambuco Nova República | TrabalhismoDesenvolvimentismo PT. Retomada da agenda social e ambiental. "Nova Missão Desenvolvimentista." Volta ao multilateralismo ativo. |
Novo Arcabouço Fiscal (substituto do teto de gastos). Novo PAC. Política industrial (neo-desenvolvimentismo verde). Transição energética. Desafio: inflação e juros altos. | Retomada do ativismo multilateral. Presidência do G-20 (2024). Liderança climática (COP30 em Belém, 2025). Sul-Sul. Mediação da crise Rússia-Ucrânia (proposta). Reengajamento com África e América Latina. |
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China (1º parceiro), EUA (relação normalizada), UE, Argentina, África, países em desenvolvimento | Recomposição com Argentina (Milei: tensão). Aproximação com Venezuela e Bolívia. Papel ativo na crise venezuelana. CELAC e UNASUL reativadas. | Const. 1988 | |