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Presidente Linha de Pensamento Base Econômica Política Externa (resumo) 3 Eventos Principais — Pol. Externa Parceiros Comerciais Relação c/ Vizinhos Constituição
⬛ REPÚBLICA DA ESPADA (1889–1894)
Deodoro da Fonseca 1889–1891 Rio Grande do Sul Rep. da Espada PositivismoMilitarismo
Republicanismo autoritário; influência positivista do Exército.
Política de Encilhamento (Rui Barbosa): expansão creditícia, emissão descontrolada de moeda, especulação financeira. Crise inflacionária intensa. Transição do regime imperial. Reconhecimento internacional da República. Continuidade das relações com Europa e EUA. Sem grandes iniciativas autônomas.
  • Reconhecimento da República pelos EUA (1889)
  • Manutenção dos tratados do Império
  • Encerramento da questão da dívida imperial com credores europeus
Reino Unido, EUA, França (herança imperial) Tensões com Argentina pela hegemonia platina. Relação cautelosa com Uruguai e Paraguai, ainda recuperando-se da Guerra do Paraguai. Const. 1891
(promulgada durante seu gov.)
Floriano Peixoto 1891–1894 Alagoas Rep. da Espada PositivismoNacionalismo
"Marechal de Ferro". Republicanismo intransigente, centralização, combate às forças monarquistas.
Reversão parcial do Encilhamento. Foco na estabilidade política interna. Pouco espaço para política econômica ativa; combate à inflação herdada. Afirmação da República contra forças internas (Revolta da Armada, Revolução Federalista). Política externa subordinada à consolidação interna. Apoio americano implícito.
  • Derrota da Revolta da Armada (1893–94)
  • Bloqueio de navios portugueses (crise com Portugal)
  • Derrota da Revolução Federalista com apoio federal
Reino Unido, EUA (apoio político à República) Conflito interno com gaúchos (Revolução Federalista). Fronteiras platinas estáveis. Relação tensa com Argentina que simpatizava com federalistas. Const. 1891
🟤 REPÚBLICA VELHA / OLIGÁRQUICA (1894–1930)
Prudente de Morais 1894–1898 São Paulo Rep. Velha Liberalismo
1º presidente civil. Liberalismo oligárquico paulista. Consolidação do regime civil contra o militarismo.
Crise fiscal herdada do Encilhamento. Negociação da dívida externa. Início da dependência do café como eixo exportador. Ortodoxia financeira. Barão do Rio Branco ainda não era chanceler, mas base da política externa já se firma: aproximação com EUA, resolução de litígios territoriais. Fim da Questão de Palmas/Missões.
  • Arbitragem de Cleveland: vitória na Questão das Missões (1895)
  • Acordo de refinanciamento da dívida com credores britânicos (Funding Loan, 1898)
  • Supressão da Guerra de Canudos (1896–97) — questão interna com repercussão externa
Reino Unido (crédito), EUA (café), Argentina (comércio regional) Resolução do litígio das Missões com Argentina via arbitragem americana. Relação estável com Uruguai e Paraguai. Const. 1891
Campos Sales 1898–1902 São Paulo Rep. Velha Liberalismo
Consolidador do sistema oligárquico. Criador da "Política dos Governadores". Ortodoxia financeira.
Funding Loan com Rothschild (1898): moratória parcial da dívida, ajuste fiscal severo, deflação, desvalorização do mil-réis. Austeridade como marca. Política dos Governadores como base interna. Política externa ainda presidida por chanceleresanteriores a Rio Branco. Consolidação da aproximação com EUA.
  • Funding Loan com banqueiros britânicos (1898)
  • Início das negociações sobre o Acre (questão boliviana emergindo)
  • Aproximação comercial com EUA via reciprocidade tarifária
Reino Unido (financiamento), EUA (café), Europa continental Relações estáveis. Tensão latente com Bolívia pelo Acre (seringueiros brasileiros no território boliviano). Const. 1891
Rodrigues Alves 1902–1906 São Paulo Rep. Velha LiberalismoModernização
Modernização urbana (reforma do Rio de Janeiro). Rio Branco como chanceler — auge da política externa.
Boom do café. Política de valorização do café (Convênio de Taubaté, 1906). Reforma urbana do Rio: saneamento, abertura da Av. Central. Crescimento econômico. Período áureo da diplomacia do Barão do Rio Branco. Definição definitiva das fronteiras brasileiras. "Americanismo" pragmático: aproximação estratégica com os EUA como contrapeso à Europa e à Argentina.
  • Tratado de Petrópolis: aquisição do Acre da Bolívia (1903)
  • Arbitragem da Questão do Amapá com a França (confirmação da posse, 1900, implementada nesse período)
  • 3ª Conferência Internacional Americana (Rio de Janeiro, 1906)
EUA (café, política), Reino Unido (capital), Argentina (rivalidade e comércio) Solução definitiva do Acre (Bolívia). Definição de fronteiras com todos os vizinhos pelo trabalho de Rio Branco. Rivalidade cordial com Argentina. Const. 1891
Afonso Pena 1906–1909 Minas Gerais Rep. Velha Liberalismo
Café com leite: 1ª vez de Minas na presidência. Política de desenvolvimento e imigração.
Convênio de Taubaté em vigor (valorização do café). Investimentos em infraestrutura ferroviária. Incentivo à imigração europeia para o Sul e SP. Continuação de Rio Branco como chanceler. Participação ativa em conferências internacionais. 2ª Conferência de Paz de Haia (1907).
  • 2ª Conferência de Paz de Haia (1907) — Rui Barbosa defende igualdade jurídica dos Estados
  • Acordo de amizade e comércio com Argentina
  • Início de negociações comerciais com países latino-americanos
EUA, Reino Unido, Alemanha (cresce), Argentina Relações estáveis. Política de boa vizinhança com Argentina, Uruguai e Paraguai. Const. 1891
Nilo Peçanha 1909–1910 Rio de Janeiro Rep. Velha Liberalismo
Assumiu com morte de Afonso Pena. Governo de transição. Criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI).
Continuidade da política cafeeira. Governo curto sem grandes inovações econômicas. Continuação de Rio Branco na chancelaria. Nenhuma grande iniciativa de política externa própria.
  • Manutenção da política de Rio Branco
  • Relações comerciais com EUA e Europa estáveis
  • Criação do SPI (política indigenista com repercussão externa)
EUA, Reino Unido Estáveis. Sem conflitos relevantes. Const. 1891
Hermes da Fonseca 1910–1914 Rio Grande do Sul Rep. Velha MilitarismoPositivismo
"Política das Salvações": intervenção federal em estados para derrubar oligarquias locais. Influência militar.
Crise do café com queda de preços internacionais. Endividamento externo. Problemas fiscais. Revolta da Chibata (1910) — questão interna. Morte de Rio Branco (1912) — fim de uma era diplomática. Política externa perde protagonismo. Lauro Müller assume a chancelaria.
  • Morte do Barão do Rio Branco (1912) — fim da era de ouro da diplomacia
  • Revolta da Chibata (1910) — marinheiros negros; questão de imagem internacional
  • Brasil assina a Convenção de Haia sobre leis da guerra (1907, ratificada nesse período)
EUA, Reino Unido, Alemanha Estáveis, sem grandes iniciativas. Política das Salvações gera instabilidade interna que inibe foco externo. Const. 1891
Wenceslau Brás 1914–1918 Minas Gerais Rep. Velha Liberalismo
Governo da 1ª Guerra Mundial. Posição inicial de neutralidade, depois de beligerância ao lado dos Aliados.
1ª Guerra impacta exportações de café. Início involuntário de industrialização por substituição de importações. Crise cambial. Diversificação forçada da economia. Neutralidade inicial na 1ª Guerra, depois ruptura com Alemanha após afundamentos de navios brasileiros. Declaração de guerra à Alemanha (1917). Participação simbólica com envio de missão naval.
  • Afundamento do navio Paraná pela Alemanha (1917)
  • Declaração de guerra à Alemanha (outubro 1917)
  • Envio de missão naval e médica à Europa (DNOG)
EUA e Aliados (guerra), Reino Unido. Alemanha: ruptura. Estáveis. Neutralidade inicial causa tensão com Argentina (que permaneceu neutra). Participação dos Aliados diferencia o Brasil. Const. 1891
Epitácio Pessoa 1919–1922 Paraíba Rep. Velha Liberalismo
Único nordestino da República Velha. Chegou à presidência vindo de Paris (Conferência de Paz). Obras contra as secas.
Valorização do café. Déficit público para obras do Nordeste. Política de obras hídricas (açudes). Crise dos anos 1920 começa a se anunciar. Participou da Conferência de Paz de Paris (1919) como chefe da delegação brasileira. Brasil integra a Liga das Nações como membro fundador.
  • Participação na Conferência de Paz de Paris (1919) — única delegação sul-americana de peso
  • Ingresso do Brasil na Liga das Nações (1920)
  • Eleito juiz brasileiro no Tribunal Permanente de Justiça Internacional (Epitácio Pessoa)
EUA, Reino Unido, França (pós-guerra) Estáveis. Brasil ganha prestígio regional com atuação em Paris. Const. 1891
Arthur Bernardes 1922–1926 Minas Gerais Rep. Velha Liberalismo
Governo sob estado de sítio permanente. Combate ao tenentismo. Saída do Brasil da Liga das Nações.
Crise cafeeira e pressão por valorização. Endividamento externo. Instabilidade política interna prejudica economia. Coluna Prestes (1925–27). Saída dramática da Liga das Nações após derrota de candidatura a membro permanente do Conselho. Postura defensiva e isolacionista.
  • Saída do Brasil da Liga das Nações (1926) — após recusa de assento permanente no Conselho
  • Revolta tenentista de 1922 (Forte de Copacabana) com repercussão internacional
  • Coluna Prestes: atravessa o interior do Brasil (1925–27) — instabilidade interna
EUA, Reino Unido, Argentina (comércio) Estáveis, sem iniciativas relevantes. Saída da Liga aumenta isolamento diplomático relativo. Const. 1891
Washington Luís 1926–1930 São Paulo Rep. Velha Liberalismo
Último presidente da República Velha. "O problema do Brasil é um problema de viação." Derrubado em outubro de 1930.
Padrão-ouro e câmbio fixo. Política ortodoxa que sacrificou a proteção ao café. Impacto da Grande Depressão de 1929: colapso do preço do café, crise cambial aguda. Retorno ao multilateralismo após saída da Liga. Reingresso na órbita americana. Adesão ao Pacto Briand-Kellogg (comunicada em 1934, já no governo Vargas).
  • Crise de 1929: impacto devastador sobre as exportações de café
  • Ruptura do pacto café-com-leite: apoio a Júlio Prestes (SP) em vez de MG
  • Deposição por junta militar (24/out/1930) — fim da República Velha
EUA, Reino Unido, Argentina Estáveis. Crise interna domina o período; política externa secundária. Const. 1891
🔴 ERA VARGAS (1930–1945 / 1950–1954)
Getúlio Vargas 1930–1945 Rio Grande do Sul Era Vargas NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismo
Estado forte, industrialização, trabalhismo como política de massas. Autoritarismo (Estado Novo, 1937–45).
Ruptura com liberalismo agroexportador. ISI (Industrialização por Substituição de Importações). Criação de estatais: CSN (1941), Vale do Rio Doce (1942). CLT (1943). Intervencionismo estatal profundo. Equidistância pragmática entre EUA e Alemanha (1930–42). "Barganha nacionalista": negociação da siderúrgica de Volta Redonda com os EUA em troca de alinhamento na 2ª Guerra. Entrada ao lado dos Aliados em 1942.
  • Afundamentos de navios por submarinos alemães → declaração de guerra ao Eixo (1942)
  • Negociação de Volta Redonda com EUA (1940–41): financiamento americano da CSN
  • Envio da FEB (Força Expedicionária Brasileira) à Itália (1944–45)
EUA (guerra, financiamento), Argentina (rivalidade), Reino Unido, Alemanha (até 1942) Rivalidade histórica com Argentina (Perón x Vargas). Relação próxima com Uruguai e Paraguai como zonas de influência. Tensão com Argentina sobre hegemonia platina. Const. 1934
Const. 1937
(Estado Novo)
🟢 DEMOCRACIA LIBERAL (1945–1964)
Dutra 1946–1951 Mato Grosso Democracia LiberalismoAnticomunismo
Alinhamento automático com EUA. Cassação do PCB. Liberal conservador. Constituição de 1946.
Liberalismo econômico inicial: abertura de importações, esgotamento das reservas acumuladas na guerra. Depois, controle cambial. Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte, Energia) — limitado. Alinhamento automático com os EUA. Entrada na Guerra Fria do lado ocidental. Cassação do PCB e ruptura com a URSS. Participação no sistema ONU e OEA.
  • Assinatura do TIAR — Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (1947)
  • Cassação do PCB e ruptura diplomática com URSS (1947)
  • Constituição de 1946 — redemocratização
EUA (alinhamento total), Europa Ocidental Estáveis. Brasil lidera bloco anticomunista na América do Sul junto com EUA. Const. 1946
Getúlio Vargas 1951–1954 Rio Grande do Sul Era Vargas NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismo
Retorno pela via eleitoral. Nacionalismo econômico mais acentuado. "O petróleo é nosso."
Criação da Petrobras (1953). Restrição ao capital estrangeiro. Desenvolvimentismo nacionalista. Criação do BNDE (1952). Aumento do salário mínimo em 100% (1954). Política externa mais autônoma que Dutra. Resistência ao alinhamento automático. Tentativa de aproximação com Argentina (Perón). Defesa do petróleo nacional.
  • Criação da Petrobras (1953) — monopólio estatal do petróleo
  • Aproximação com Perón: proposta de pacto Brasil-Argentina (resistida pelos militares)
  • Suicídio (24/ago/1954) e Carta-Testamento — impacto político enorme
EUA (relação tensa), Argentina (aproximação tentada), países em desenvolvimento Tentativa de aproximação com Argentina de Perón (frustrada por militares). Relações estáveis com demais vizinhos. Const. 1946
Café Filho 1954–1955 Rio Grande do Norte Democracia Liberalismo
Vice que assumiu com suicídio de Vargas. Governo de transição. Tentativa de golpe para impedir posse de JK.
Instrução 113 da SUMOC: abertura ao capital estrangeiro sem cobertura cambial. Liberal. Preparação para o desenvolvimentismo de JK. Alinhamento com EUA. Sem grandes iniciativas próprias. Governo de transição com foco na estabilidade interna.
  • Instrução 113 (SUMOC): liberalização cambial
  • Eleições de 1955: Juscelino eleito; crise de posse
  • Contralevante de Lott garante posse de JK
EUA, Europa Ocidental Estáveis, sem iniciativas. Const. 1946
Juscelino Kubitschek 1956–1961 Minas Gerais Democracia Desenvolvimentismo
"50 anos em 5." Nacional-desenvolvimentismo com capital estrangeiro. Construção de Brasília. Plano de Metas.
Plano de Metas: energia, transporte, alimentação, indústrias de base, educação + Brasília. Abertura ao capital estrangeiro (indústria automobilística). Inflação crescente. BNDE como instrumento central. Operação Pan-Americana (OPA, 1958): proposta multilateral de desenvolvimento da América Latina. Antecipação da Aliança para o Progresso. Relação próxima com EUA, mas com agenda própria.
  • Operação Pan-Americana (1958): proposta de desenvolvimento econômico regional
  • Inauguração de Brasília (1960) — símbolo de modernidade com impacto internacional
  • Ruptura com o FMI (1959): JK recusa condicionalidades e interrompe negociações
EUA, Europa Ocidental, Japão (automóveis) Iniciativa da OPA busca integração regional. Relações cordiais com vizinhos. Brasília como símbolo de projeção continental. Const. 1946
Jânio Quadros 1961 Mato Grosso do Sul Democracia LiberalismoNacionalismo
Personalismo. Política externa independente (PEI) avant la lettre. Renúncia após 7 meses.
Ajuste fiscal ortodoxo. Tentativa de combate à inflação e equilíbrio do balanço de pagamentos. Governo curto demais para resultados. Política Externa Independente (PEI): aproximação com países afro-asiáticos, Cuba, URSS. Condecoração do Che Guevara. Ruptura com o alinhamento automático. Prenúncio da política de Goulart.
  • Condecoração do Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul (1961)
  • Retomada de relações comerciais com países socialistas (URSS, China)
  • Renúncia (agosto 1961) — crise constitucional e golpe frustrado
EUA (relação tensa), Cuba, URSS (abertura), países afro-asiáticos Abertura à América Latina independente. Aproximação com Cuba pós-revolução. Const. 1946
João Goulart (Jango) 1961–1964 Rio Grande do Sul Democracia TrabalhismoNacionalismo
Reformas de Base. Trabalhismo varguista. Derrubado pelo golpe militar de 1964.
Reformas de Base: agrária, urbana, bancária, universitária. Lei de Remessa de Lucros. Limitação do capital estrangeiro. Inflação descontrolada. Polarização extrema. PEI aprofundada: universalismo, não-intervenção, autodeterminação, descolonização. Aproximação com Cuba e países socialistas. Tensão máxima com EUA.
  • Lei de Remessa de Lucros (1962): limitação do capital estrangeiro
  • Retomada de relações diplomáticas com URSS e países socialistas
  • Golpe militar de 1/abr/1964, com apoio americano implícito (Operação Brother Sam)
URSS, Cuba, países não-alinhados; tensão com EUA Tentativa de liderança regional progressista. Cuba como referência. Tensão com Argentina militar. Const. 1946
(parlamentarismo 1961–63)
⬜ DITADURA MILITAR (1964–1985)
Castello Branco 1964–1967 Ceará Ditadura MilitarismoLiberalismo
Ala "Sorbonne" do Exército: tecnocratas. Alinhamento automático com EUA. Institucionalização do regime.
PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo): combate à inflação via arrocho salarial, reforma fiscal, reforma bancária. Criação do FGTS, BNH, ORTN. Abertura ao capital estrangeiro. Interdependência com os EUA. Rompimento com Cuba. Envio de tropas à República Dominicana (1965). Abandono da PEI. "Fronteiras ideológicas" substituem princípio da não-intervenção.
  • Rompimento de relações com Cuba (1964)
  • Participação na Força Interamericana de Paz na Rep. Dominicana (1965)
  • Constituição de 1967 — institucionalização do regime
EUA (alinhamento total), Europa Ocidental, FMI Apoio a golpes militares em países vizinhos (Doutrina de Segurança Nacional). Operação Condor em gestação. Const. 1967
Costa e Silva 1967–1969 Rio Grande do Sul Ditadura MilitarismoNacionalismo
Ala "linha dura". AI-5 (1968). Repressão intensa. "Brasil grande potência."
Início do "Milagre Econômico". Crescimento acelerado com abertura controlada. Infraestrutura. Delfim Netto como ministro da Fazenda. Diplomacia da Prosperidade: desenvolvimento como prioridade da política externa. Maior autonomia em relação aos EUA do que Castello Branco. Crítica ao protecionismo dos países ricos.
  • AI-5 (1968): endurecimento do regime; impacto na imagem externa
  • Conferência da UNCTAD: defesa dos interesses do Sul Global
  • Início das negociações sobre Itaipu com o Paraguai
EUA, Europa Ocidental, Japão (investimentos) Início de maior assertividade regional. Negociações sobre Itaipu. Tensão com Argentina sobre aproveitamento hídrico do Paraná. Const. 1967
EC 1/1969
Médici 1969–1974 Rio Grande do Sul Ditadura MilitarismoNacionalismo
Ápice da repressão (DOI-CODI, torturas). "Milagre econômico". Ufanismo: "Brasil, ame-o ou deixe-o."
Milagre Econômico: crescimento de 10–12% ao ano (1968–73). Grandes obras (Transamazônica, Ponte Rio-Niterói). Endividamento externo crescente. Concentração de renda. Pragmatismo responsável em gestação. Suporte a ditaduras do Cone Sul. Reconhecimento da China (em preparação). Interesse crescente no continente africano.
  • Operação Condor: articulação de ditaduras do Cone Sul (gestação)
  • Copa do Mundo de 1970: instrumentalização política internacional
  • 1ª Crise do Petróleo (1973): impacto econômico; busca de diversificação energética
EUA, Europa Ocidental, Japão, crescente interesse na África e Oriente Médio Apoio a ditaduras vizinhas. Atuação no Uruguai e Chile. Operação Condor em coordenação. EC 1/1969
Geisel 1974–1979 Rio Grande do Sul Ditadura MilitarismoNacionalismo
Distensão "lenta, gradual e segura". Abertura política controlada. Chanceler Azeredo da Silveira — grande diplomacia.
II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento): industrialização pesada, energia alternativa (Proálcool, 1975), endividamento externo acelerado para superar a crise do petróleo. Cresce a dívida. Pragmatismo Responsável (Azeredo da Silveira): autonomia em relação aos EUA, diversificação de parceiros, reconhecimento de Angola (MPLA), abertura à África lusófona, crítica ao protecionismo do Norte.
  • Reconhecimento de Angola independente sob o MPLA (1975) — ruptura com Portugal e EUA
  • Acordo Nuclear com a Alemanha (1975) — transferência de tecnologia; crise com EUA
  • Tratado de Itaipu com o Paraguai (1973, implementado) e tensão com Argentina resolvida pelo Acordo Tripartite (1979)
Alemanha (nuclear), Japão, Oriente Médio (petróleo), África (novo), EUA (relação mais tensa) Acordo Tripartite (Brasil-Argentina-Paraguai, 1979): resolução da disputa sobre Itaipu/Corpus. Marco de distensão com Argentina. EC 1/1969
Figueiredo 1979–1985 Rio de Janeiro Ditadura Militarismo
Último general-presidente. Lei da Anistia (1979). Abertura democrática. Crise da dívida externa (1982).
Recessão profunda. Crise da dívida externa (moratória mexicana em 1982 contamina o Brasil). FMI. Inflação alta. Recessão 1981–83. Fim do Milagre. Continuidade do Pragmatismo Responsável. Aprofundamento da relação com África. Aproximação com Argentina pós-Malvinas. Declaração de Iguaçu (1985) — início do processo de integração.
  • Crise da dívida externa (1982): negociação com FMI e credores internacionais
  • Guerra das Malvinas (1982): Brasil apoia Argentina diplomaticamente
  • Declaração de Iguaçu (novembro 1985, já Sarney): início do processo que levaria ao Mercosul
EUA (FMI), Alemanha, Japão, África, Oriente Médio Aproximação histórica com Argentina (pós-Malvinas). Base do Mercosul. Fim da rivalidade platina. EC 1/1969
🟣 NOVA REPÚBLICA (1985–presente)
Sarney 1985–1990 Maranhão Nova República Liberalismo
Vice que assumiu com morte de Tancredo Neves. Constituinte de 1987–88. Plano Cruzado. Inflação crônica.
Plano Cruzado (1986): congelamento de preços e câmbio — fracasso. Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989). Hiperinflação. Moratória da dívida (1987). Dívida externa como grande questão. Redemocratização reforça legitimidade externa. Constituição de 1988 constitucionaliza princípios de política externa. Declaração de Iguaçu com Argentina. Fundação do Mercosul (embrião).
  • Declaração de Iguaçu (1985): início da integração Brasil-Argentina
  • Constituição de 1988: Art. 4º constitucionaliza princípios de PE
  • Tratado de Integração Brasil-Argentina (1988): precursor do Mercosul
EUA, Europa, Argentina (integração), Japão Virada histórica: reconciliação com Argentina. Fim da rivalidade platina. Base do Mercosul. Const. 1988
Collor 1990–1992 Alagoas Nova República Neoliberalismo
1º presidente eleito diretamente desde 1960. Abertura econômica. Impeachment por corrupção.
Plano Collor: confisco de ativos financeiros, abertura comercial abrupta, privatizações. Fim da reserva de mercado da informática. Abertura unilateral da economia. Fracasso anti-inflacionário. Abertura econômica e inserção no mundo globalizado. Ambiguidade em relação ao Mercosul. Rio-92 (ECO-92): Brasil como sede da Conferência do Rio sobre Meio Ambiente.
  • Criação do Mercosul — Tratado de Assunção (1991)
  • ECO-92 / Rio-92: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
  • Renúncia e Impeachment (1992) — crise interna com impacto na imagem externa
EUA, Europa, Argentina (Mercosul), organismos multilaterais Mercosul como marco. Relações cordiais com vizinhos. Ênfase na integração sul-americana. Const. 1988
Itamar Franco 1992–1995 Minas Gerais Nova República DesenvolvimentismoModerado
Vice que assumiu. Governo de transição. Plano Real. Estabilização histórica da inflação.
Plano Real (1994): âncora cambial, URV, estabilização histórica. FHC como ministro da Fazenda. Fim da hiperinflação. Reforma monetária mais bem-sucedida do Brasil. Proposta da ALCSA (Área de Livre Comércio Sul-Americana, 1993): precursora da IIRSA e UNASUL. Retomada da credibilidade internacional com a estabilização.
  • Proposta da ALCSA (1993): livre comércio sul-americano
  • Plano Real (1994): estabilização que restaura credibilidade internacional
  • Consolidação do Mercosul: entrada em vigor da Tarifa Externa Comum (1995)
EUA, Argentina, Europa, organismos multilaterais ALCSA como visão de integração sul-americana. Relações muito estáveis. Const. 1988
FHC 1995–2003 São Paulo Nova República Social-Liberalismo
Sociólogo. Reformas estruturais (privatizações, Lei de Responsabilidade Fiscal). Estabilidade com âncora cambial. Crise cambial 1999.
Plano Real consolidado. Privatizações: Telebrás, Vale, bancos estaduais. Lei de Responsabilidade Fiscal (2000). Crise cambial (1999): desvalorização e mudança para câmbio flutuante. Tripé macroeconômico: metas de inflação, câmbio flutuante, superávit primário. Autonomia pela participação e pelo compromisso. Brasil como global trader. Ativismo em regimes multilaterais (OMC, desarmamento, meio ambiente). Resistência à ALCA. Ampliação do Mercosul.
  • 1ª Cúpula da América do Sul (Brasília, 2000): fundação da agenda sul-americana
  • Resistência à ALCA nas negociações da OMC em Seattle (1999) e Cancún (2003, já Lula)
  • Crise Argentina (2001–02): Brasil apoia mas não pode evitar o colapso do vizinho
EUA (tensão sobre ALCA), UE (parceria), Argentina, organismos multilaterais (OMC, ONU) Mercosul como prioridade. Crise Argentina (2001) como grande teste. Proposta de Comunidade Sul-Americana de Nações. Const. 1988
Lula I e II 2003–2011 Pernambuco Nova República TrabalhismoDesenvolvimentismo
PT. Boom das commodities. Bolsa Família. Redução da desigualdade. "Autonomia pela diversificação."
Manutenção do tripé macroeconômico. Boom das commodities (soja, minério). Políticas sociais (Bolsa Família, PAC). Crescimento com distribuição de renda. Pré-sal (2007). Crescimento de 7,5% em 2010. Autonomia pela diversificação (Celso Amorim / Samuel Pinheiro Guimarães): Sul-Sul, BRICS, IBAS, G-20 comercial, resistência à ALCA, UNASUL, mediação no Oriente Médio (Iran-Turquia, 2010).
  • Criação do G-20 comercial (Cancún, 2003): coalizão Sul-Sul na OMC
  • Fundação da UNASUL (2008) e BRICS (formalização)
  • Mediação Brasil-Turquia sobre programa nuclear iraniano (2010) — fracasso diplomático
China (torna-se 1º parceiro), EUA, UE, Argentina, países africanos, Oriente Médio UNASUL como marco de integração. Mediação de crises regionais (Bolívia, Equador). Relação próxima com Venezuela de Chávez e Argentina de Kirchner. Const. 1988
Dilma I e II 2011–2016 Minas Gerais Nova República Novo Desenvolvimentismo
PT. 1ª presidenta mulher. Expansão fiscal. Desaceleração econômica. Impeachment (2016).
Nova Matriz Econômica: desonerações, crédito subsidiado, intervencionismo. Fracasso: inflação, recessão, Lava Jato. Queda do PIB. Crise fiscal aguda. Continuidade do ativismo Sul-Sul, mas com menor dinamismo. Crise econômica interna retrai a política externa. Espionagem americana (NSA, 2013): reação de Dilma — discurso na ONU e cancelamento de visita a Obama.
  • Denúncia de espionagem da NSA (2013): Dilma cancela visita a Obama e discursa na AGNU
  • Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) — projeção internacional
  • Impeachment (2016): impacto na imagem democrática do Brasil
China (1º parceiro comercial consolidado), EUA, UE, Argentina, Mercosul Mercosul com menor dinamismo. Crise Venezuela aumenta. UNASUL ainda ativa. Const. 1988
Temer 2016–2019 São Paulo Nova República Neoliberalismo
PMDB. Vice que assumiu. Reforma trabalhista, teto de gastos (EC 95). Ajuste fiscal duro.
EC 95 (Teto de Gastos): limite constitucional de 20 anos para gastos públicos. Reforma trabalhista (2017). Ajuste fiscal. Retomada lenta do crescimento. Privatizações. Retração do ativismo externo. Retorno ao alinhamento ocidental. Menor protagonismo no Sul Global. Foco na credibilidade econômica internacional.
  • EC 95 (2016): impacto nas políticas sociais com repercussão em organismos internacionais
  • Crise venezuelana se aprofunda: pressão sobre os vizinhos
  • Reforma da Previdência aprovada parcialmente
EUA, UE, China (comércio), Argentina Postura mais crítica à Venezuela. Mercosul com menos protagonismo. Retorno à agenda ocidental. Const. 1988
Bolsonaro 2019–2022 Rio de Janeiro Nova República NeoliberalismoConservadorismo
Ultradireita. Paulo Guedes (Chicago Boys). Alinhamento com Trump. Anticomunismo. Negacionismo climático.
Paulo Guedes: privatizações, reforma da Previdência (2019), abertura comercial, câmbio flutuante, autonomia do Banco Central. Pandemia (2020): recessão e gastos emergenciais. Inflação pós-pandemia. Alinhamento ideológico com Trump. Hostilidade à China (contradição com pauta comercial). Negacionismo climático: conflito com UE. Saída de organismos multilaterais (Pacto Global de Migração). Crise com vizinhos progressistas.
  • Conflito com a China por declarações hostis vs. dependência comercial
  • Queimadas na Amazônia (2019–20): crise com UE e ameaça ao acordo Mercosul-UE
  • Pandemia de COVID-19 (2020–21): negacionismo gera isolamento diplomático
China (1º parceiro apesar da retórica), EUA (Trump), Israel, países árabes Hostilidade aberta a governos progressistas (Argentina, Venezuela, Bolívia). Crise com Alberto Fernández. Aproximação com Paraguai e Uruguai conservadores. Const. 1988
Lula III 2023–presente Pernambuco Nova República TrabalhismoDesenvolvimentismo
PT. Retomada da agenda social e ambiental. "Nova Missão Desenvolvimentista." Volta ao multilateralismo ativo.
Novo Arcabouço Fiscal (substituto do teto de gastos). Novo PAC. Política industrial (neo-desenvolvimentismo verde). Transição energética. Desafio: inflação e juros altos. Retomada do ativismo multilateral. Presidência do G-20 (2024). Liderança climática (COP30 em Belém, 2025). Sul-Sul. Mediação da crise Rússia-Ucrânia (proposta). Reengajamento com África e América Latina.
  • Presidência do G-20 (2024) — agenda de desenvolvimento e combate à fome
  • COP30 em Belém (2025) — Brasil como liderança climática global
  • Proposta de mediação na guerra Rússia-Ucrânia (2023) — "Grupo de Amigos da Paz"
China (1º parceiro), EUA (relação normalizada), UE, Argentina, África, países em desenvolvimento Recomposição com Argentina (Milei: tensão). Aproximação com Venezuela e Bolívia. Papel ativo na crise venezuelana. CELAC e UNASUL reativadas. Const. 1988
⬛ REPÚBLICA DA ESPADA (1889–1894)
Deodoro da Fonseca
1889–1891
Rio Grande do Sul · Rep. da Espada
PositivismoMilitarismo
Republicanismo autoritário; influência positivista do Exército.
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Floriano Peixoto
1891–1894
Alagoas · Rep. da Espada
PositivismoNacionalismo
"Marechal de Ferro". Republicanismo intransigente, centralização, combate às forças monarquistas.
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🟤 REPÚBLICA VELHA / OLIGÁRQUICA (1894–1930)
Prudente de Morais
1894–1898
São Paulo · Rep. Velha
Liberalismo
1º presidente civil. Liberalismo oligárquico paulista. Consolidação do regime civil contra o militarismo.
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Campos Sales
1898–1902
São Paulo · Rep. Velha
Liberalismo
Consolidador do sistema oligárquico. Criador da "Política dos Governadores". Ortodoxia financeira.
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Rodrigues Alves
1902–1906
São Paulo · Rep. Velha
LiberalismoModernização
Modernização urbana (reforma do Rio de Janeiro). Rio Branco como chanceler — auge da política externa.
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Afonso Pena
1906–1909
Minas Gerais · Rep. Velha
Liberalismo
Café com leite: 1ª vez de Minas na presidência. Política de desenvolvimento e imigração.
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Nilo Peçanha
1909–1910
Rio de Janeiro · Rep. Velha
Liberalismo
Assumiu com morte de Afonso Pena. Governo de transição. Criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI).
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Hermes da Fonseca
1910–1914
Rio Grande do Sul · Rep. Velha
MilitarismoPositivismo
"Política das Salvações": intervenção federal em estados para derrubar oligarquias locais. Influência militar.
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Wenceslau Brás
1914–1918
Minas Gerais · Rep. Velha
Liberalismo
Governo da 1ª Guerra Mundial. Posição inicial de neutralidade, depois de beligerância ao lado dos Aliados.
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Epitácio Pessoa
1919–1922
Paraíba · Rep. Velha
Liberalismo
Único nordestino da República Velha. Chegou à presidência vindo de Paris (Conferência de Paz). Obras contra as secas.
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Arthur Bernardes
1922–1926
Minas Gerais · Rep. Velha
Liberalismo
Governo sob estado de sítio permanente. Combate ao tenentismo. Saída do Brasil da Liga das Nações.
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Washington Luís
1926–1930
São Paulo · Rep. Velha
Liberalismo
Último presidente da República Velha. "O problema do Brasil é um problema de viação." Derrubado em outubro de 1930.
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🔴 ERA VARGAS (1930–1945 / 1950–1954) Getúlio Vargas 1930–1945 Rio Grande do Sul Era Vargas NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismoEstado forte, industrialização, trabalhismo como política de massas. Autoritarismo (Estado Novo, 1937–45). Ruptura com liberalismo agroexportador. ISI (Industrialização por Substituição de Importações). Criação de estatais: CSN (1941), Vale do Rio Doce (1942). CLT (1943). Intervencionismo estatal profundo. Equidistância pragmática entre EUA e Alemanha (1930–42). "Barganha nacionalista": negociação da siderúrgica de Volta Redonda com os EUA em troca de alinhamento na 2ª Guerra. Entrada ao lado dos Aliados em 1942. Afundamentos de navios por submarinos alemães → declaração de guerra ao Eixo (1942) Negociação de Volta Redonda com EUA (1940–41): financiamento americano da CSN Envio da FEB (Força Expedicionária Brasileira) à Itália (1944–45) EUA (guerra, financiamento), Argentina (rivalidade), Reino Unido, Alemanha (até 1942) Rivalidade histórica com Argentina (Perón x Vargas). Relação próxima com Uruguai e Paraguai como zonas de influência. Tensão com Argentina sobre hegemonia platina. Const. 1934Const. 1937(Estado Novo)
🟢 DEMOCRACIA LIBERAL (1945–1964) Dutra 1946–1951 Mato Grosso Democracia LiberalismoAnticomunismoAlinhamento automático com EUA. Cassação do PCB. Liberal conservador. Constituição de 1946. Liberalismo econômico inicial: abertura de importações, esgotamento das reservas acumuladas na guerra. Depois, controle cambial. Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte, Energia) — limitado. Alinhamento automático com os EUA. Entrada na Guerra Fria do lado ocidental. Cassação do PCB e ruptura com a URSS. Participação no sistema ONU e OEA. Assinatura do TIAR — Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (1947) Cassação do PCB e ruptura diplomática com URSS (1947) Constituição de 1946 — redemocratização EUA (alinhamento total), Europa Ocidental Estáveis. Brasil lidera bloco anticomunista na América do Sul junto com EUA. Const. 1946
Getúlio Vargas
1951–1954
Rio Grande do Sul · Era Vargas
NacionalismoDesenvolvimentismoTrabalhismo
Retorno pela via eleitoral. Nacionalismo econômico mais acentuado. "O petróleo é nosso."
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Café Filho
1954–1955
Rio Grande do Norte · Democracia
Liberalismo
Vice que assumiu com suicídio de Vargas. Governo de transição. Tentativa de golpe para impedir posse de JK.
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Juscelino Kubitschek
1956–1961
Minas Gerais · Democracia
Desenvolvimentismo
"50 anos em 5." Nacional-desenvolvimentismo com capital estrangeiro. Construção de Brasília. Plano de Metas.
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Jânio Quadros
1961
Mato Grosso do Sul · Democracia
LiberalismoNacionalismo
Personalismo. Política externa independente (PEI) avant la lettre. Renúncia após 7 meses.
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João Goulart (Jango)
1961–1964
Rio Grande do Sul · Democracia
TrabalhismoNacionalismo
Reformas de Base. Trabalhismo varguista. Derrubado pelo golpe militar de 1964.
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⬜ DITADURA MILITAR (1964–1985) Castello Branco 1964–1967 Ceará Ditadura MilitarismoLiberalismoAla "Sorbonne" do Exército: tecnocratas. Alinhamento automático com EUA. Institucionalização do regime. PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo): combate à inflação via arrocho salarial, reforma fiscal, reforma bancária. Criação do FGTS, BNH, ORTN. Abertura ao capital estrangeiro. Interdependência com os EUA. Rompimento com Cuba. Envio de tropas à República Dominicana (1965). Abandono da PEI. "Fronteiras ideológicas" substituem princípio da não-intervenção. Rompimento de relações com Cuba (1964) Participação na Força Interamericana de Paz na Rep. Dominicana (1965) Constituição de 1967 — institucionalização do regime EUA (alinhamento total), Europa Ocidental, FMI Apoio a golpes militares em países vizinhos (Doutrina de Segurança Nacional). Operação Condor em gestação. Const. 1967
Costa e Silva
1967–1969
Rio Grande do Sul · Ditadura
MilitarismoNacionalismo
Ala "linha dura". AI-5 (1968). Repressão intensa. "Brasil grande potência."
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Médici
1969–1974
Rio Grande do Sul · Ditadura
MilitarismoNacionalismo
Ápice da repressão (DOI-CODI, torturas). "Milagre econômico". Ufanismo: "Brasil, ame-o ou deixe-o."
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Geisel
1974–1979
Rio Grande do Sul · Ditadura
MilitarismoNacionalismo
Distensão "lenta, gradual e segura". Abertura política controlada. Chanceler Azeredo da Silveira — grande diplomacia.
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Figueiredo
1979–1985
Rio de Janeiro · Ditadura
Militarismo
Último general-presidente. Lei da Anistia (1979). Abertura democrática. Crise da dívida externa (1982).
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🟣 NOVA REPÚBLICA (1985–presente) Sarney 1985–1990 Maranhão Nova República LiberalismoVice que assumiu com morte de Tancredo Neves. Constituinte de 1987–88. Plano Cruzado. Inflação crônica. Plano Cruzado (1986): congelamento de preços e câmbio — fracasso. Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989). Hiperinflação. Moratória da dívida (1987). Dívida externa como grande questão. Redemocratização reforça legitimidade externa. Constituição de 1988 constitucionaliza princípios de política externa. Declaração de Iguaçu com Argentina. Fundação do Mercosul (embrião). Declaração de Iguaçu (1985): início da integração Brasil-Argentina Constituição de 1988: Art. 4º constitucionaliza princípios de PE Tratado de Integração Brasil-Argentina (1988): precursor do Mercosul EUA, Europa, Argentina (integração), Japão Virada histórica: reconciliação com Argentina. Fim da rivalidade platina. Base do Mercosul. Const. 1988
Collor
1990–1992
Alagoas · Nova República
Neoliberalismo
1º presidente eleito diretamente desde 1960. Abertura econômica. Impeachment por corrupção.
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Itamar Franco
1992–1995
Minas Gerais · Nova República
DesenvolvimentismoModerado
Vice que assumiu. Governo de transição. Plano Real. Estabilização histórica da inflação.
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FHC
1995–2003
São Paulo · Nova República
Social-Liberalismo
Sociólogo. Reformas estruturais (privatizações, Lei de Responsabilidade Fiscal). Estabilidade com âncora cambial. Crise cambial 1999.
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Lula I e II
2003–2011
Pernambuco · Nova República
TrabalhismoDesenvolvimentismo
PT. Boom das commodities. Bolsa Família. Redução da desigualdade. "Autonomia pela diversificação."
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Dilma I e II
2011–2016
Minas Gerais · Nova República
Novo Desenvolvimentismo
PT. 1ª presidenta mulher. Expansão fiscal. Desaceleração econômica. Impeachment (2016).
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Temer
2016–2019
São Paulo · Nova República
Neoliberalismo
PMDB. Vice que assumiu. Reforma trabalhista, teto de gastos (EC 95). Ajuste fiscal duro.
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Bolsonaro
2019–2022
Rio de Janeiro · Nova República
NeoliberalismoConservadorismo
Ultradireita. Paulo Guedes (Chicago Boys). Alinhamento com Trump. Anticomunismo. Negacionismo climático.
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Lula III
2023–presente
Pernambuco · Nova República
TrabalhismoDesenvolvimentismo
PT. Retomada da agenda social e ambiental. "Nova Missão Desenvolvimentista." Volta ao multilateralismo ativo.
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